sábado, 21 de outubro de 2017

Resíduos de saúde no Brasil em 2016.

Resíduos de saúde.
Os dados a seguir tem como base o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2016, uma publicação da Associação das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe que anualmente divulga os dados estatísticos relacionados com suas atividades no país. Nos artigos anteriores, estão descritos os dados gerais, a disposição final dos resíduos sólidos urbanos – RSU, os resíduos de construções e demolições – RCD e outras informações complementares. Neste artigo estão descritos os dados referentes aos resíduos sólidos de saúde – RSS.


Informa a Abrelpe que em 2016 foram 4.495 municípios do país que prestaram serviços de coleta, tratamentos e disposição final dos RSS. Foram 256.238 toneladas/ano coletadas com geração per capita de 1,24 Kg/habitante/ano. Quanto à destinação final 22,3% utilizou autoclave, 1,8% micro-ondas, 50,2% incineração e 25,7% dos municípios não declararam os tratamentos prévios dos RSS, descartando-os em aterros, valas sépticas ou lixões representando riscos à saúde pública, ao meio ambiente e aos trabalhadores em saúde.


A capacidade instalada em equipamentos para tratamento dos RSS não se alterou em relação ao panorama anterior e se manteve em 995,3 toneladas/dia ou 363.285 toneladas/ano, considerando-se as diversas tecnologias empregadas, incineração, autoclave e micro-ondas. 100 toneladas/dia foram tratadas através de desativação eletrotérmica – ETD.

Região
2015
2016
Tonelada/ano 
Kg/hab/ano
Toneladas ano
Kg/hab/ano
Norte
9.826 – 0,562
9.778 – 0,551
Nordeste
36.862 – 0,652
36.874 – 0,648
Centro Oeste
19.045 – 1,233
18.721 – 1,195
Sudeste
180.407 – 2,104
178.033 – 2,062
Sul
13.923 – 0,525
13.632 – 0,510
Brasil
260.063 – 1,27
256.238* – 1,24
Tabela 1 – Geração de resíduos de saúde no Brasil em 2015 e 2016 – Fonte Abrelpe.

*Importante destacar que existem algumas contradições nos números fornecidos pela Abrelpe em relação ao total de RSS. Embora a informação fornecida seja de 256.238 toneladas/ano para 2016, a soma das regiões equivale ao total de 257.038 toneladas/ano.


Quanto ao destino final, é preocupante que em algumas regiões boa parte dos RSS não tenha recebido tratamentos adequados antes do descarte. No caso da Região Sudeste que mais produziu RSS com 178.033 toneladas, 40,5% do total não foi tratado adequadamente o que equivale a 72.103 toneladas/anuais possivelmente dispostas irregularmente no meio ambiente. Na Região Norte o percentual de RSS não tratados atinge 50,9% e o menor índice está na Região Sul com 1,8%. Na tabela estão os tratamentos utilizados nos RSS nas regiões brasileiras em 2016.

Região
Autoclave
Incineração
Micro-ondas
Outros*
Norte
1,5%
47,6%
50,9%
Nordeste
8%
56,8%
35,2%
Centro Oeste
24%
64%
12%
Sudeste
17,6%
34,7%
7,2%
40,5%
Sul
52%
43,6%
2,6%
1,8%
Brasil
22,3%
50,2%
1,8%
25,7%
Tabela 2 – Tecnologias utilizadas para o tratamento dos RSS nas regiões brasileiras em 2016. Fonte: Abrlepe. *Outros, compreende a destinação sem tratamentos prévios, em aterros, valas sépticas, lixões, descartes irregulares.


Antonio Silvio Hendges – Articulista no EcoDebate, professor de biologia e educação ambiental, pós graduação em auditorias ambientais, assessoria e consultoria em educação ambiental. Email: as.hendges@gmail.com – Blog: www.cenatecbrasil.blogspot.com.br

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/10/2017

"Resíduos de Saúde no Brasil em 2016, artigo de Antonio Silvio Hendges," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/10/2017, https://www.ecodebate.com.br/2017/10/17/residuos-de-saude-no-brasil-em-2016-artigo-de-antonio-silvio-hendges/.

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