sábado, 25 de fevereiro de 2017

Biologia sintética, bioengenharia, bioeconomia...

Imagem: Watcher Fórum

Converter a biologia em objeto passível de intervenções da engenharia é atualmente uma prioridade nas agendas de investigação científica. A bioengenharia tem a intenção de fabricar e/ou obter novas possibilidades biológicas, para além das combinações e interações gênicas naturais e abrir espaços para a expansão da bioeconomia.

Portanto, quem interpreta a bioeconomia referida em algumas ocasiões na imprensa, empresas multinacionais ou governos baseia-se na organização ecológica natural ou em sua retomada está totalmente enganado: o modelo será baseado em outras relações ecológicas, sociais, econômicas e políticas, inclusive com o monopólio de muitos serviços e produtos indispensáveis pelas empresas de bioengenharia e outras relacionadas protegidas através de patentes, acordos e lobbies. A combinação da bioengenharia, com a robótica e as nanotecnologias amplia ainda mais este admirável mundo novo.

A biologia sintética propõe a recombinação dos genes individuais para a construção de novas características, incorporando aspectos do design, em redes de regulação gênicas inteligíveis, previsíveis e manipuláveis dos organismos, redesenhando suas funções, ampliando ou estabelecendo seletivamente as interações com o meio ambiente. Amplia as possibilidades da engenharia genética, pois esta recombina os códigos genéticos já existentes, enquanto a biologia sintética propõe a criação de novos códigos, inclusive interativos e controláveis por sistemas computacionais.

Entre as perspectivas e aplicações da biologia sintética, destacam-se alguns objetivos que já possuem estudos avançados e inclusive algumas experiências que já estão acontecendo em diversas áreas. Importante destacar que a biologia sintética faz parte das pesquisas científicas e que suas aplicações e controle dependem de decisões éticas, científicas, econômicas e socioambientais que precisam considerar as oportunidades, mas também os riscos e princípios de precaução associados ao seu desenvolvimento e reprodução.

Biotecnologias – Projeção e construção de sistemas biológicos que processam informações, manipulam produtos químicos, fabricam materiais, produzam alimentos e/ou energia, aplicam-se na saúde ou nos aspectos ambientais escolhidos, padronização de partes biológicas, recombinação de componentes biomoleculares, novas funções tecnológicas em células vivas.

Reescrita – Os reescritores são biólogos sintéticos que acreditam que devido à complexidade dos sistemas biológicos naturais, é mais simples montar um sistema biológico de interesse específico, com produtos de manipulação e compreensão mais fáceis.

Vida artificial – Criação de moléculas ou mesmo de espécies inéditas capazes de realizarem novas funções, na indústria e na medicina, por exemplo. Os genomas sintéticos introduzidos em células geneticamente esvaziadas permitem a reprodução da célula artificial. Esta experiência foi realizada pelo J. Craig Venter Institute e descrita na revista Science de maio de 2010.

Transformação celular – São construídos componentes sintéticos de DNA ou mesmo genomas completos e uma vez obtido o código genético projetado, este é inserido em células vivas que se espera, manifestem as funcionalidades pretendidas ou os fenótipos programados ao crescerem e se reproduzirem. A transformação celular permite criar circuitos biológicos manipuláveis para produzirem as saídas desejadas.

Informações – É possível armazenar enormes quantidades de informações codificadas em uma cadeia de DNA sintético. Em 2012 o cientista George M. Church codificou um dos seus livros com 5,3 Mb de dados em DNA sintético.

Evolução direcionada – Introdução de combinações de genes previamente programados, controlando a evolução de organismos de acordo com interesses pré-estabelecidos, como por exemplo, a produção de fermentos utilizados em algumas indústrias e medicamentos e/ou tratamentos com base em modificações evolutivas em organismos vivos. É mais ampla que a engenharia metabólica tradicional por utilizar combinações genéticas não existentes. Também há pesquisas que permitam acelerar, retardar ou parar a evolução de células ou organismos.

Projeção de proteínas – Existem métodos para a engenharia de proteínas naturais por evolução dirigida, por exemplo, mas no caso da biologia sintética trata-se de projetar novas estruturas, inclusive aminoácidos inexistentes na natureza para melhoria ou novas funcionalidades das proteínas conhecidas ou projetadas para interesses específicos.

Biossensores – Biossensores são organismos, geralmente bactérias sensíveis aos fenômenos e alterações ambientais, por exemplo, a presença de metais pesados, óleos e toxinas químicas no ambiente. Experiências já realizadas no Oak Ridge National Laboratory codificam enzimas responsáveis pela bioluminescência e a associam a um promotor respondente para expressar estes genes, por exemplo, chips de computadores com revestimento bacteriano bioluminescentes e fotossensíveis utilizados para detectar poluentes petrolíferos. Quando o revestimento bacteriano detecta os poluentes, emitem luminescência.

Exploração espacial – A biologia sintética desperta grande expectativa nas pesquisas de exploração, ocupação e migração espacial, sendo possível a produção de recursos aos astronautas a partir de um conjunto restrito de compostos enviados da terra e a implantação de processos de produção com base em recursos locais, viabilizando o desenvolvimento de postos habitados com dependência mínima ou nenhuma da terra de origem.

Enzimas industriais – As enzimas, geralmente proteínas, catalisam reações biológicas que necessitam de muita energia e tempo para acontecerem espontaneamente. A biologia sintética pretende sintetizar enzimas de alto desempenho e aumentar os níveis de produção metabólicas celulares importantes industrialmente na produção desde lácteos sem lactose a detergentes orgânicos, por exemplo. As intervenções na engenharia metabólica pela biologia sintética têm amplas aplicações na indústria farmacêutica e bioquímica.

Materiais biológicos artificiais – A integração da biologia sintética com as ciências dos materiais possibilitará a produção de materiais com propriedades codificáveis geneticamente. A utilização na indústria robótica permite construir, configurar e programar em série estes dispositivos para executarem tarefas atualmente impossíveis com as tecnologias utilizadas. Muitas outras aplicações são possíveis como adesão a substratos específicos, imobilização de proteínas e a elaboração de modelos de nano partículas biológicas.

Como se pode perceber pelas amplas aplicações possíveis para a biologia sintética, não é possível ignorar as pesquisas que são desenvolvidas, mas também não se permite perder o foco em relação às questões éticas, sociais, ambientais e de biossegurança que estão adjacentes às suas possibilidades.

Como serão reguladas as empresas de síntese de DNA, enzimas, proteínas e outros produtos associados com a biologia sintética? Como serão controladas as pesquisas e quais regras de biosseguranças serão aplicadas? Quem e como terá acesso aos produtos desenvolvidos? As empresas poderão patentear organismos e utilizar estas patentes como uma reserva de mercado?

As pesquisas serão segredos comerciais? Ou serão públicas e controladas por conselhos científicos ou outros mecanismos? E as interações da biologia sintética com as nanotecnologias, robótica e ciências dos materiais? Quais os limites éticos da aplicação da biologia sintética? Poderão ser desenvolvidas armas, por exemplo? E a bioengenharia de embriões humanos, será permitida? O que acontecerá com os resíduos biológicos sintéticos das pesquisas bem ou mal sucedidas? Quem serão os beneficiários dos ativos da nova bioeconomia com base na biologia sintética? E os responsáveis pelos passivos ambientais, sociais e econômicos?

Referências:
- HOFFMANN, Daniel Sander. Universos Complementares, Astrobiologia, Ficção Científica e o crescimento exponencial da Tecnologia. Porto Alegre: Letra & Vida, 2011.
- MAISO, Jordi. Desafios éticos, filosóficos e políticos da biologia sintética. Caderno IHU Ideias nº 201, São Leopoldo: Instituto Humanitas Unisinos, 2014.
- Wikipédia – Biologia sintética. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia_sint%C3%A9tica. Acesso em 01 fev. 2017.

Antonio Silvio Hendges, Articulista no EcoDebate, professor de Biologia e Educação Ambiental, assessoria e consultoria em Educação ambiental – http://cenatecbrasil.blogspot.com.br/

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 23/02/2017
"Biologia sintética, bioengenharia, bioeconomia… artigo de Antonio Silvio Hendges," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 23/02/2017, https://www.ecodebate.com.br/2017/02/23/biologia-sintetica-bioengenharia-bioeconomia-artigo-de-antonio-silvio-hendges/.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Revisão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos.

Cooperado separando material reciclado. Foto: Coopcom/AM.

No dia 24/01/2017 o Ministério do Meio ambiente – MMA realizou uma reunião e iniciou a revisão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com prazo previsto de 20 meses para a realização dos trabalhos. Neste período, segundo informou o MMA serão discutidas e estabelecidas novas metas e corrigidas as distorções identificadas no diagnóstico anterior. Informou também que o consórcio responsável é formado por especialistas brasileiros e estrangeiros e que as discussões terão representantes do Governo Federal, da sociedade e dos setores empresariais.

O plano nacional é um instrumento da Lei 12.305/2010 que estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS em que constam as diretrizes legais para a gestão e gerenciamento dos diversos tipos de resíduos, estabelecendo a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos entre os fabricantes, importadores, distribuidores, comércio, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana. Importante é que a revisão do plano não implica necessariamente na alteração desta lei, embora existam diversos projetos de lei no Congresso que propõe esta ação e inclusive a protelação e exclusão de vários prazos e itens.

O atual Plano Nacional de Resíduos Sólidos constitui-se de uma série de diagnósticos que caracterizam e definem a origem dos resíduos de diversos segmentos produtivos do país: construção civil, indústrias, transportes rodoviários, portos e aeroportos, saúde, mineração, agropecuária, florestais, urbanos, orgânicos e inorgânicos. Também traz um diagnóstico dos trabalhadores com materiais recicláveis e reutilizáveis, os catadores e dos resíduos sujeitos aos processos de logística reversa também instituída pela Lei 12.305/2010. Para conhecer alguns diagnósticos dos resíduos sólidos no Brasil em 2010 acesse este link no blog do Cenatec.

Para os responsáveis pelo projeto de revisão na Diretoria de Ambiente Urbano do MMA os entraves mais significativos na aplicação da PNRS e na execução do plano nacional foram a descontinuidade das bases de dados, com periodicidade irregular e/ou indisponíveis, irrealidade das diretrizes e estratégias, não priorização de ações e programas relacionados e metas descoladas dos diagnósticos e cenários. Entre os objetivos destacados pelo comitê de revisão, a mensuração dos custos da degradação ambiental pela disposição inadequada dos resíduos, integração da gestão dos diferentes tipos de resíduos, identificação das fontes de acesso para recursos, ampliação das ações de educação ambiental e criação de mecanismos de estímulo à implantação da PNRS.

Também foi destacada como prioridade na revisão do plano, a definição dos papéis da União, dos Estados e dos municípios na gestão da política dos resíduos sólidos no país. A matéria completa no site do Ministério do Meio Ambiente - MMA.

Antonio Silvio Hendges, Articulista no EcoDebate, professor de biologia e educação ambiental, pós graduado em auditorias ambientais, assessoria e consultoria em educação ambiental e resíduos sólidos – http://cenatecbrasil.blogspot.com.br/

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 14/02/2017

"Revisão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, artigo de Antonio Silvio Hendges," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 14/02/2017, https://www.ecodebate.com.br/2017/02/14/revisao-do-plano-nacional-de-residuos-solidos-artigo-de-antonio-silvio-hendges/.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Alimentos orgânicos no Brasil.

Para ser considerado orgânico, o produto deve ser cultivado em um ambiente que considere sustentabilidade social, ambiental e econômica e valorize a cultura das comunidades rurais.

A agricultura orgânica não utiliza agrotóxicos, hormônios, drogas veterinárias, adubos químicos, antibióticos ou transgênicos em qualquer fase da produção.

O sistema orgânico busca o equilíbrio do ecossistema para resultar em plantas mais resistentes a pragas e doenças. Para impedir a disseminação de doenças, outras culturas são utilizadas durante o cultivo ou alternadas.

Plantas consideradas daninhas para muitas lavouras são usadas na agricultura orgânica por atraírem para si as pragas e enriquecerem o solo, fortalecendo as plantações e evitando doenças.

Os produtores de orgânicos utilizam o rodízio de culturas e diversificação de espécies entre e dentro dos canteiros. Nas lavouras são utilizados cordões de contorno, com plantas diversas que ajudam a proteger a plantação de pragas e doenças e servem como quebra-vento e também protegem o solo contra erosão.

Se pratica o plantio direto, caracterizado pelo cultivo em cima do resíduo da cultura anterior, sem que o trator limpe o solo. Outras técnicas, como a adubação verde, também contribuem para o enriquecimento do solo, fornecendo o equilíbrio necessário para a geração de alimentos saudáveis.

O solo é enriquecido com adubo orgânico que promove o desenvolvimento da vida neste solo, como minhocas, bactérias e fungos benéficos, que contribuem para o equilíbrio do sistema.

Nem todo alimento sem agrotóxicos é orgânico. A produção orgânica vai além da não utilização de agrotóxicos. O cultivo deve respeitar aspectos ambientais, sociais, culturais e econômicos, garantindo um sistema agropecuário sustentável.


O mito de que o produto orgânico é menor, ou mais feio, já foi superado pela produção orgânica. O consumidor deve exigir qualidade ao adquirir esses produtos.

A agricultura orgânica costuma ser relacionada a produções em pequena escala. Desde a década de 1970, quando o processo orgânico começou a ser difundido no meio acadêmico e científico, novas tecnologias foram desenvolvidas e estudos realizados para possibilitar produções em grande escala e evitar pragas e doenças sem a utilização de agrotóxicos.

O produtor orgânico se preocupa com a preservação do meio ambiente e tem compromisso com a qualidade de vida de seus empregados. O produto, então, pode ter seu custo de produção um pouco maior, acrescido destas responsabilidades cidadãs.

A oferta em relação à procura por produtos mais saudáveis, também eleva o preço no mercado. Mas, tanto em supermercados como nas feiras livres é possível adquirir produtos orgânicos com preços compatíveis. Escolher produtos orgânicos estimula o crescimento desta prática, aumenta a oferta e diminui seu preço ao consumidor.

O plantio utiliza adubação verde de certas espécies de plantas, geralmente leguminosas, simultaneamente ou em processo alternado com o plantio de culturas de interesse econômico. Quando cortados, os adubos verdes são misturados ao solo e deixam esses nutrientes disponíveis para o produto orgânico que será cultivado. Também protegem o solo da erosão e podem ser repelentes naturais de pragas e doenças.

Alimentos hidropônicos têm um processo de produção diferente ao processo proposto pela agricultura orgânica. Na hidroponia podem ser utilizados agrotóxicos. Os hidropônicos são caracterizados pelo cultivo direto na água, enquanto a agricultura orgânica trabalha com o solo como organismo vivo. Na hidroponia, fertilizantes altamente solúveis, proibidos pela agricultura orgânica, são colocados na água e absorvidos pelas plantas.

Conforme a legislação brasileira, em vigor desde janeiro de 2011, o consumidor reconhece o produto orgânico através do selo brasileiro ou pela declaração de cadastro do produtor orgânico familiar.

Todo produto orgânico vendido em lojas e mercados tem que apresentar o selo em seu rótulo. Já o agricultor familiar precisa vender seus produtos diretamente, para que o consumidor possa estabelecer uma relação de confiança com ele ao comprar seus produtos na feira.

O ministério tem certificadoras credenciadas, o Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR), o IBD Certificações, a Ecocert Brasil Certificadora, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), o Insituto Chão Vivo de Avaliação da Conformidade, o Agricontrol (OIA) e o IMO Control do Brasil.

A fiscalização das propriedades produtoras de orgânicos é feita por essas empresas, que assumem a responsabilidade pelo uso do selo brasileiro. Cabe ao Ministério da Agricultura fiscalizar o trabalho dessas certificadoras.

Os Sistemas Participativos de Garantia (SPG) são grupos formados por produtores e consumidores que se auto-certificam, estabelecem procedimentos de verificação das normas de produção orgânica dos componentes do SPG. Precisam ser credenciados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que fiscaliza seu trabalho. Os produtos do SPG recebem o selo brasileiro.

Produtos orgânicos industrializados, para serem considerados orgânicos devem respeitar as normas de fabricação para evitar qualquer contaminação do produto com substâncias indesejadas. Seus ingredientes devem ser inofensivos à saúde do consumidor. Para ser considerado orgânico, o produto deve ser composto de no mínimo 95 % de ingredientes orgânicos.

Os que têm proporção menor só podem ser chamados de “produto com ingredientes orgânicos” e essa porção tem que ser de 70 %. Já os com menos de 70 % de ingredientes orgânicos não podem ser vendidos como tal e não podem ter o selo brasileiro.

O selo brasileiro deve ser colocado em todos os produtos orgânicos comercializados em lojas, sites e supermercados.

Apenas os produtos vendidos direto nas feirinhas, onde o produtor é cadastrado junto ao MAPA e está ligado a uma Organização de Controle Social, então podem ser comercializados sem o selo. Mas, neste caso, o consumidor pode pedir que o produtor apresente sua Declaração de Cadastro para confirmar sua condição.

Produtos importados que cheguem ao Brasil sem o selo, não podem ser comercializados como orgânicos no país. A única exceção é para os produtos com longa validade, que foram produzidos ou importados até dezembro de 2010, como café e açúcar, que estavam sem utilizar o selo na ocasião de sua produção.

Referência:

http://www.agricultura.gov.br/portal/page/portal/Internet-MAPA/pagina-inicial/desenvolvimento-sustentavel/organicos/o-que-e-agricultura-organica/perguntas-e-respostas

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Sugestão de leitura: Civilização Instantânea ou Felicidade Efervescente numa Gôndola ou na Tela de um Tablet [EBook Kindle], por Roberto Naime, na Amazon.

in EcoDebate, 31/01/2017

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