Objetivo – Contribuir para a afirmação de um modelo de desenvolvimento que considere as dimensões humanas, ambientais, sociais, tecnológicas e econômicas. A sustentabilidade é resultado de atitudes coletivas que considerem as dimensões e interesses de todas as partes interessadas, possibilitando a construção de ações orgânicas, sinérgicas e eficazes, indispensáveis ao presente e futuro sustentável.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Os resíduos de saúde no Brasil em 2014

resíduos de saúde
O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2014 publicado pela Abrelpe – Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais traz as informações sobre os resíduos dos serviços de saúde – RSS coletados e encaminhados para destinação final, especificados por regiões e com os totais nacionais obtidos através da somatória das projeções regionais. A Lei 12.305/2010 estabelece que estes resíduos sejam responsabilidade dos geradores que devem elaborar planos de gerenciamento adequados à sua gestão ambientalmente adequada, além de se observarem normas técnicas específicas quanto a sua coleta, tratamento prévio e destinação final. Muitos municípios não informaram a existência dos tratamentos prévios especificados, contrariando as normas legais e possivelmente impactando negativamente a saúde dos trabalhadores desta área, a saúde pública e o meio ambiente.
Dos 5.570 municípios do Brasil, 4.526 prestaram total ou parcialmente no ano de 2014 serviços de manejo dos resíduos de saúde, com produção média de 1,306 Kg/habitante/ano. Em relação a 2013, o total coletado aumentou 5% e a média anual por habitante 4,1%.         
Regiões
2013
Ton/ano – Kg/hab/ano
2014
População
RSS coletados
Ton/ano
Kg/hab/ano
Sul
13.436 – 0,467
29.016.114
14.182
0,489
Sudeste
174.266 – 2,063
85.115.623
182.880
2,149
Centro Oeste
18.894 – 1,260
15.219.608
19.625
1,289
Nordeste
36.458 – 0,653
56.186.190
38.519
0,686
Norte
9.174 – 0,539
17.261.983
9.635
0,558
Brasil
252.228 – 1,254
202.799.518
264.841
1,306
Resíduos sólidos de saúde coletados pelos municípios brasileiros em 2013/2014.
Fonte – Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2014 – Abrelpe.
Em relação ao destino final, incineração é o principal método com 44,5%; autoclave com 21,9%; micro-ondas com 2,5%; e outras formas não especificadas com 31,1% foram declaradas nesta pesquisa.
Na capacidade instalada para o tratamento dos RSS e considerando-se o país, autoclave possui capacidade para tratar 109.574 ton/ano; incineração 74.224 ton/ano; micro-ondas 50.856 ton/ano, sendo que neste método a Abrelpe considerou 31.200 ton/ano da Região Sudeste que são tratadas por Desativação Eletrotérmica – ETD. A tecnologia de micro-ondas para o tratamento dos RSS está presente somente nas regiões Sudeste (47.112 ton/ano) e Sul (3.744 ton/ano). O total da capacidade instalada para o tratamento dos RSS no país é de 234.654 ton/ano. Na pesquisa da Abrelpe não está declarado o(s) destino(s) das 30.187 toneladas excedentes à capacidade de tratamento instalada.
Antonio Silvio Hendges, Articulista no EcoDebate, professor de Biologia, pós-graduação em Auditorias Ambientais, assessoria em educação ambiental e sustentabilidade – www.cenatecbrasil.blogspot.com.br
in EcoDebate, 13/08/2015
"Os resíduos de saúde no Brasil em 2014, artigo de Antonio Silvio Hendges," in Portal EcoDebate, 13/08/2015, http://www.ecodebate.com.br/2015/08/13/os-residuos-de-saude-no-brasil-em-2014-artigo-de-antonio-silvio-hendges/.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Os resíduos da construção civil no Brasil em 2014

reciclagem de resíduos da construção civil
O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2014, pesquisa realizada pela Abrelpe – Associação das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais traz a descrição da coleta realizada nas diferentes regiões do país dos resíduos da construção civil que pela Lei 12.305/2010 que estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos são os provenientes de construções, reformas, reparos, demolições e escavações e a destinação adequada é responsabilidade dos geradores, sejam empreendimentos privados ou públicos.
A pesquisa destaca que os dados divulgados não representam o total de resíduos produzidos neste segmento, mas como a pesquisa se baseia em registros confiáveis esta é a parcela que comprovadamente foi coletada e que possivelmente tenha sido direcionada para uma destinação final ambientalmente adequada. A comparação dos dados de 2013 e 2014 indica que houve um aumento de 4,1% na quantidade coletada pelos municípios brasileiros.
Região
2013
Ton./dia - Kg/hab/dia
2014
População
RCD coletado
Ton/dia
Kg/hab/dia
Sul
16.067 – 0,558
29.016.144
16.513
0,569
Sudeste
61.487 – 0,728
85.115.623
63.469
0,746
Centro Oeste
13.439 – 0,896
15.219.608
13.675
0,899
Nordeste
22.162 – 0,397
56.186.190
24.066
0,428
Norte
4.280 – 0,252
17.261.983
4.539
0,263
Brasil
117.435 – 0,584
202.799.518
122.262
0,603
Resíduos sólidos da construção civil coletados pelos municipios brasileiros em 2013/2014.
Fonte – Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2014 – Abrelpe.
A coleta e destinação final adequada dos resíduos sólidos da construção civil são fundamentais para o meio ambiente: os impactos são diversos como dificuldades para o trafego adequado de veículos e pedestres quando abandonados nas áreas urbanas, prejuízos para a drenagem das águas pluviais e esgotos, agravamento das enchentes, alteração das paisagens naturais, assoreamento de rios, fontes e outros corpos hídricos, compactação dos solos e vários outros prejuízos ambientais e sociais.
Uma das alternativas é a reciclagem destes resíduos e a sua transformação em matérias primas para uso nas próprias construções ou na base de pavimentação de espaços específicos como estradas e ruas. Existem tecnologias que permitem a instalação de usinas de reciclagem e que possibilitam a reintrodução destes materiais nas cadeias produtivas da construção civil. Outra alternativa é o planejamento das obras para a diminuição da geração e desperdícios, barateando-se os custos finais dos empreendimentos. Também existem equipamentos que podem ser utilizados nas próprias construções como trituradores que permitem a reciclagem imediata destes resíduos provenientes das atividades construtivas.
Antonio Silvio Hendges, Articulista no EcoDebate, professor de Biologia, pós graduação em Auditorias Ambientais, assessoria em educação ambiental e sustentabilidade –www.cenatecbrasil.blogspot.com.br
in EcoDebate, 06/08/2015
"Os resíduos da construção civil no Brasil em 2014, artigo de Antonio Silvio Hendges," inPortal EcoDebate, 6/08/2015, http://www.ecodebate.com.br/2015/08/06/os-residuos-da-construcao-civil-no-brasil-em-2014-artigo-de-antonio-silvio-hendges/.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pesquisa sobre os resíduos sólidos, responsabilidade compartilhada, coleta seletiva e educação ambiental

interesse público
A ampliação pelo Senado brasileiro das datas para que os municípios do país implantem as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, modificando o artigo 54 da Lei 12.305/2010 e postergando até 2021 a eliminação dos lixões, desestimula as políticas públicas atualmente operacionais ou em construção para a implantação de projetos de coleta seletiva, responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e suas embalagens, desenvolvimento da educação ambiental e atuação organizada dos trabalhadores com materiais recicláveis – catadores, assim como também prejudica o desenvolvimento e uso de tecnologias diversas relacionadas com a gestão ambiental adequada dos resíduos do consumo e produção.

Para saber quais as expectativas, representações sociais e disponibilidade dos consumidores brasileiros para a colaboração com projetos de gestão dos resíduos sólidos que incentivem a responsabilidade compartilhada, a coleta seletiva, a reciclagem e a educação ambiental, o Projeto Escolas Sustentáveis – O futuro está presente! está realizando uma pesquisa online onde os participantes responderão nove questões de múltipla escolha e uma descritiva ou de sugestões. Para garantir uma representatividade maior será permitida somente uma resposta por computador.
A pesquisa iniciou no dia 23 de junho e continuará disponível até o final deste ano de 2015, sendo posteriormente analisada e produzidos artigos descritivos dos resultados que serão publicados com livre acesso e reprodução na imprensa ambientalista nacional, nos canais de comunicação do Cenatec e dos seus parceiros na divulgação de ações coletivas de educação ambiental e sustentabilidade. Para participar da pesquisa acesse: https://pt.surveymonkey.com/r/7LW97FK
Para saber o que é o Projeto Escolas Sustentáveis – O futuro está presente! Ação coletiva de responsabilidade ambiental e social do Centro de Assessoria em Resíduos Sólidos e Educação Ambiental – Cenatec, acesse: http://www.cenatecbrasil.blogspot.com.br/2013/12/escolas-sustentaveis.html
Antonio Silvio Hendges, Articulista do EcoDebate, Professor de Biologia, pós graduação em Auditorias Ambientais, assessoria em educação ambiental e sustentabilidade – www.cenatecbrasil.blogspot.com.br
in EcoDebate, 23/07/2015