Nosso objetivo é contribuir para a afirmação de um modelo de desenvolvimento que considere as dimensões humanas, ambientais, sociais, tecnológicas e econômicas. A sustentabilidade é resultado de ações concretas e eficientes, desenvolvidas através de parcerias amplas e que considerem as dimensões e os interesses comuns de todas as partes interessadas, possibilitando a construção de ações orgânicas, sinérgicas e eficazes, indispensáveis ao presente e futuro sustentável.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Escolas Sustentáveis - Relatório de Atividades/2014

Escolas Sustentáveis é um projeto de capacitação dos educadores e comunidades escolares das escolas públicas - municipais, estaduais, comunitárias - para o ensino e aprendizagem contextualizada, eficiente e eficaz da educação ambiental.  Através de palestras, oficinas e seminários possibilita que os educadores, alunos, CPM, Conselhos e comunidades escolares identifiquem os aspectos históricos, culturais, sociais, científicos e econômicos relacionados à educação ambiental, elaborem e realizem projetos, programas e ações sustentáveis, fortalecendo a responsabilidade coletiva ambiental e social coletiva.

Realizado através de parcerias entre o Centro de Assessoria em Resíduos Sólidos e Educação Ambiental - Cenatec Ltda. (www.cenatecbrasil.blogspot.com.br), empresas, cooperativas, sindicatos, ONG/Oscip, financiamento comunitário ou pessoas físicas que pretendam investir em responsabilidade ambiental e social e as instituições e gestores responsáveis pelo ensino público ou comunitário, é um projeto de aproximação entre a educação ambiental formal e não formal de acordo com os princípios da Política Nacional de Educação Ambiental – Lei 9.795/199 e Decreto 4.281/2002 que estabelecem os princípios, diretrizes e objetivos da Educação Ambiental no Brasil.

Em 2014, participamos do Seminário de Gestão Urbana Sustentável na Assembleia Legislativa do RS, apresentando aos mais de 400 participantes as diretrizes e resultados das nossas ações.
Na foto: Antonio Silvio Hendges, Coordenador Geral do Projeto Escolas Sustentáveis e Diretor do Cenatec.

Através de uma parceria com o Sindicato Rural de Soledade e Região, as Secretarias Municipais de Educação dos municípios gaúchos de Ibirapuitã, Barros Cassal e Tio Hugo, Instituto Estadual São José de Soledade/RS, 25ª Coordenadoria Regional de Educação do RS e Cooperativa de Crédito Sicredi Botucaraí, realizaram-se três seminários, além de visitas, palestras e oficinas com educadores e comunidades escolares. Também houve uma ampla cobertura da mídia, especialmente rádios e jornais que repercutiram estas atividades.





Seminário Escolas Sustentáveis, Feira do Livro e Mostra de Cultura, 11 a 15 de novembro/2014 - Barros Cassal/RS.


Amarildo Ferrari, História e perspectivas da Educação Ambiental, 25ª Coordenadoria Regional de Educação, 05 de junho/2014 - Dia Mundial do Meio Ambiente




Realizamos uma pesquisa online sobre o desenvolvimento da Educação Ambiental no Brasil durante os meses de julho a dezembro.  Os resultados das 10 questões desta pesquisa serão analisados e divulgados no primeiro semestre/2015 através de artigos publicados na imprensa ambientalista nacional e disponibilizada para consultas.

Em 2015 será produzida uma revista ou e-book com o conjunto das análises e resultados obtidos. Esta pesquisa realizou-se através de uma parceria entre o Projeto AJO Ambiental (RJ) coordenado pela educadora ambiental Maria Odete Pinho, um grupo da rede social Linkedin – Coluna da Sustentabilidade coordenada pelo consultor em meio ambiente Marcos Paixão Lemos (MG), Educadores Online (SP) e Educadores Multiplicadores (BA) que colaboraram na divulgação.

DATA
LOCAL
ATIVIDADE
Março
Sindicato Rural de Soledade e Região – Soledade.
Formação de parceria para a realização de três seminários regionais para a capacitação dos educadores e comunidades escolares dos municípios da área de atuação do sindicato (Soledade, Barros Cassal, Ibirapuitã, Mormaço e Tio Hugo).
Abril e maio
Municípios da Região do Alto da Serra do Botucaraí/RS.
Visitas às Secretarias Municipais de Educação dos municípios selecionados, 25ª Coordenadoria Regional de Educação do RS, consolidação e ampliação da parceria com estes municípios e a Cooperativa de Crédito Sicredi Botucaraí.
03 de junho
Auditório Dante Barone, Assembleia Legislativa do RS – Porto Alegre.
Apresentação das diretrizes e resultados do Projeto Escolas Sustentáveis no enceramento do Seminário de Gestão Urbana Sustentável, realizado pela Oscip Toda Vida com apoio de diversas empresas e instituições públicas.
05 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente.
25ª Coordenadoria Regional de Educação do RS – Soledade.
1º Seminário Regional Escolas Sustentáveis. Direcionado aos educadores e alunos do Ensino Médio Politécnico. Foram três temas abordados:
- Educação Ambiental e Sustentabilidade nas Escolas Urbanas e Rurais – Antonio Silvio Hendges.
- História e Perspectivas da Educação Ambiental – Amarildo Ferrari.
- Sustentabilidade em Ação – Dr. Waner Sanches Barreto.
22 de setembro – Comemoração ao Dia da Árvore.
Salão Paroquial - Ibirapuitã
2º Seminário Regional Escolas Sustentáveis. Direcionado aos educadores e alunos do Ensino Fundamental. Mais de 400 participantes, autoridades e gestores públicos. O tema abordado foi:
- Educação Ambiental e Sustentabilidade nas Escolas Urbanas e Rurais – Antonio Silvio Hendges.
11 de novembro – Durante a Feira do Livro e Mostra de Cultura Regional.
Ginásio Ivo Faller - Barros Cassal
3º Seminário Regional Escolas Sustentáveis.
Direcionado aos educadores e alunos do Ensino Fundamental. Mais de 500 participantes, autoridades e gestores públicos. O tema abordado foi:
Educação Ambiental e Resíduos Sólidos – Antonio Silvio Hendges.
Julho a dezembro
Em todo o Brasil
Realização de pesquisa online sobre a Educação Ambiental no Brasil. Realizada através de Parceria com o Projeto Ajo Ambiental (RJ), Coluna da Sustentabilidade (MG), Educadores Online (SP) e Educadores Multiplicadores (BA). Os resultados e análises serão divulgados no primeiro semestre/2015.

O Sindicato Rural de Soledade e Região - Soledade, Barros Cassal, Ibirapuitã, Mormaço e Tio Hugo, no Estado do Rio Grande do Sul, principal parceiro na realização das atividades do Projeto Escolas Sustentáveis em 2014, desde 1938 atua na organização e defesa dos interesses dos produtores rurais.

A logomarca é uma criação do artista plástico Jorge Rauber que deixou muitas obras e criações na Região do Alto da Serra do Botucaraí, onde se localiza a região de atuação desta entidade. Identifica as cores do Rio Grande do Sul mescladas com as cores de Soledade. No centro, simbolizando a união, a figura estilizada do produtor rural reunindo o gado no famoso e belo entardecer de Soledade. 

Para conhecer mais sobre este projeto coletivo de responsabilidade ambiental e social:
- http://www.cenatecbrasil.blogspot.com.br/2013/12/escolas-sustentaveis.html

Relatório de Atividades 2012/2013:
- http://www.cenatecbrasil.blogspot.com.br/2013/12/escolas-sustentaveis-relatorio-de.html

Escolas Sustentáveis - O futuro está presente!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Assinado acordo setorial para a logística reversa de lâmpadas

lâmpadas
Foi assinado no dia 27 de novembro de 2014 em Brasília, o Acordo Setorial para a logística reversa de lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio, mercúrio e luz mista, previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS que estabelece a responsabilidade compartilhada pelos ciclos de vida dos produtos entre os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e poderes públicos, incluindo-se os resíduos que causem danos ao meio ambiente e à saúde pública – Lei 12.305/2010, artigos 31-36. Este acordo setorial, conforme previsto na legislação foi assinado entre o Ministério do Meio Ambiente – MMA e as entidades representativas deste setor produtivo.
A proposta deste acordo setorial tinha sido aprovada pelo Comitê Orientador para a Implantação da Logística Reversa – CORI em 01 de julho e ficaram disponíveis para consultas e contribuições públicas até a sua assinatura. Segundo o MMA, este acordo é um avanço significativo para o desenvolvimento sustentável do país, sendo a logística reversa uma ação que reflete uma mudança cultural importante quanto às responsabilidades, gestão e gerenciamento dos resíduos perigosos e/ou tecnológicos. É indispensável também a avaliação contínua dos mecanismos estabelecidos e a inserção de todos os segmentos participantes, inclusive a divulgação de informações e o estabelecimento de estruturas apropriadas para o desempenho adequado dos mecanismos estabelecidos. “Agora temos como desafio a capacidade de implantação do acordo, olhando para um país de dimensões continentais” afirmou a Ministra Izabella Teixeira.
O acordo atual que institucionalizou a responsabilidade compartilhada e definiu os responsáveis pela logística reversa das lâmpadas no território brasileiro tem validade de dois anos após os quais será avaliado e revisado, incorporando as adequações necessárias e a ampliação para todo o país. Os resíduos com valor econômico serão reciclados ou reutilizados pelas indústrias em seus ciclos produtivos ou outros ciclos em que tenham uma destinação ambientalmente adequada. As empresas participantes criarão uma ou mais entidades gestoras que administrará e implantará a logística reversa das lâmpadas, sendo os recursos financeiros do sistema financiados pelos fabricantes e importadores proporcionalmente aos seus mercados. As metas estruturantes e quantitativas estabelecidas serão implantadas progressivamente em cinco anos.
É fundamental que os consumidores fiscalizem e exijam aos revendedores a devolução de suas lâmpadas usadas ao adquirirem novos produtos, forçando a agilidade por parte dos signatários da implantação de um sistema eficiente de logística reversa para o destino ambiental adequado destes resíduos tecnológicos, prevenindo as contaminações e impactos decorrentes da má gestão e de irresponsabilidades permitidas ou não.
A proposta do acordo setorial disponibilizada para consulta pública pode ser acessada em: http://simat.mma.gov.br/acomweb/Media/Documentos/PropostadeAcordoSetorialdeLampadas.pdf
Estas são as empresas que assinaram o acordo setorial para a logística reversas de lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista:
– Alumbra Produtos Elétricos e Eletrônicos
– Brasilux Ind. Com. Imp. Exp. Ltda
– Bronzearte Ind. e Comércio Ltda
– Biosfera Importadora e Distribuição Ltda
– DMP Equipamentos Ltda
– Eletro Terrível Ltda
– Eletromatic Controle e Proteção Ltda
– Elgin S/A
– Foxlux
– Ideal Importação e Exportação Ltda
– Kian Importação Ltda
– LPS Distribuidora e Materiais Elétricos
– Lorenzetti Ind. Brasileiras Eletrometalurgicas
– Marschall Ind. Com. Imp. Exp. Ltda
– Melcor Distribuidora Ltda
– Multimercantes Ltda
– New Satélite Materiais Elétricos
– Panasonic Distribuidora do Brasil
– Paulista Business Imp. Exp. Ltda
– Remari Comércio Ltda.
– Spectrum Brands Brasil e Ind. e Comércio
– Rov Holding INC
– Associação Brasileira da Indústria de Iluminação
– GE Iluminação do Brasil Com. de Lâmpadas Ltda.
– Havells-Sylvania Brasil Iluminação Ltda.
– Osram do Brasil Ltda.
– Philips do Brasil Ltda.
– Ourolux
– Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação
– R&D Comércio e Importadores de Materiais Elétricos
– Confederação Nacional do Comércio
– Confederação Nacional da Indústria
Antonio Silvio Hendges – Articulista do EcoDebate, professor de Biologia, pós graduado em Auditorias Ambientais, assessoria em Sustentabilidade e Educação Ambiental – www.cenatecbrasil.blogspot.com.br
Publicado no Portal EcoDebate, 09/12/2014

domingo, 7 de dezembro de 2014

Responsabilidade socioambiental será exigida em financiamentos

Exigências_Ambientais_para_os_Financiamentos

Os receios dos impactos consequentes à escassez de recursos naturais e aos danos mais prejudiciais ao meio ambiente, têm trazido à tona algumas ações importantes de governos que acabam interferindo bastante na organização e gestão das empresas.

Hoje em dia, com o aumento dos cuidados em relação a essas questões, até para pedir empréstimos uma empresa poderá ser cobrada pela instituição financeira sobre a sua responsabilidade diante dos aspectos socioambientais. Você sabia disso? Então leia o texto a seguir e entenda mais os motivos.

O crescimento da atenção com a sustentabilidade e o meio ambiente

Mais medidas vêm sendo tomadas com a intenção de diminuírem os impactos prejudiciais à natureza, como reduzir a emissão de gases poluentes e reaproveitar matérias-primas tendentes ao desaparecimento a médio prazo.

Nesse sentido, passaram a existir diversos dispositivos para o desenvolvimento de novas técnicas de investimento, produção e medidas que incentivassem o uso de processos menos poluentes, como o comércio sobre os créditos de carbono (que são reduções certificadas de emissão de gases geradores do efeito estufa).

Entretanto, além desses estímulos no plano internacional, o Brasil se destaca por meio de medidas legislativas para vencer a falta de responsabilidade de importantes agentes diante do meio ambiente. Além do ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial, ferramenta para análise comparativa da performance dos empreendimentos listados na BM&FMBovespa que valoriza a sustentabilidade corporativa, podemos listar também mais dois exemplos que vêm incentivando instituições financeiras e empresas em geral a estarem mais alinhadas aos princípios sócioambientais. São a PRSA - Política de Responsabilidade Socioambiental e aResolução nº 4.327, ambos recentemente aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A co-responsabilização das instituições financeiras pelos danos socioambientais

Lei Ambiental nº 9.605/98, dispõe sobre as sanções penais, civis e administrativas derivadas de condutas e atividades nocivas ao meio ambiente, com isso as instituições que financiarem empresas que promovam danos ao meio ambiente poderão ser co-responsabilizadas pelo ato, não excluindo pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato.

Por isso, os bancos e outras instituições financeiras estão sendo pressionados a implantarem diretrizes ligadas a Política de Responsabilidade Socioambiental, analisando o grau de exposição ao risco socioambiental das atividades e operações da instituição que busca recursos, passando a exigir dessas empresas a apresentação de documentos que comprovem que estão adequados às exigências legais de proteção do meio ambiente.

A Política de Responsabilidade Socioambiental

Desde abril de 2014, o Conselho Monetário Nacional (CMN) — órgão superior do Sistema Financeiro Nacional — aprovou a Resolução nº 4.327. Ela dispõe sobre as diretrizes para a criação e implementação da Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA) pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Isso quer dizer que em breve os bancos serão orientados, conforme política interna, a levar em conta os riscos socioambientais das operações de quem pedir empréstimos. Este será um importante fator para futura liberação de crédito, então é importante se adequar.

Se sua atividade envolve, de algum modo, questões ambientais, você deve se preparar. Além de demonstrar à instituição credora que sua empresa possui capacidade para dar boa continuidade ao negócio, e futuramente quitar o empréstimo ou financiamento obtido, você deve indicar sua conscientização ambiental. Poucas instituições financeiras já adotaram a análise do crédito inserindo os riscos ambientais no seu programa, mas isso vai mudar em um futuro próximo, sobretudo com a implementação da Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA).

O que você acha dessas adequações? Sua empresa já está cuidando do seu impacto ambiental? Deixe seu comentário!

Artigo - Roberto Atademo.
Fonte - http://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/responsabilidade-socioambiental-sera-exigida-para-financiamentos-bancarios?utm_content=10207873&utm_medium=social&utm_source=linkedin