Objetivos - Contribuir para a afirmação de um modelo de desenvolvimento que considere as dimensões humanas, ambientais, sociais, tecnológicas e econômicas. A sustentabilidade é resultado de atitudes coletivas que considerem as dimensões e interesses de todas as partes interessadas, possibilitando a construção de ações orgânicas, sinérgicas e eficazes, indispensáveis ao presente e futuro sustentáveis.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Econegócios, Ecoturismo e Educação Ambiental.

Vale do Rio Forqueta em Arvorezinha/RS.

Econegócios são os segmentos de mercado dos produtos e serviços que utilizam métodos racionais de exploração e uso dos recursos naturais, ou que propõe solucionar problemas ambientais com base nos princípios da sustentabilidade e da economia circular, tornando as cadeias mais próximas, com uso de métodos menos intensivos e menores impactos ambientais nos processos de produção, armazenamento, distribuição, consumo e logística reversa dos resíduos e/ou produtos obsoletos.
Os Econegócios, além dos lucros necessários, têm como preocupações centrais as questões ambientais e sociais, com a diminuição dos impactos e controle dos aspectos ambientais relacionados com as atividades desenvolvidas. Uma questão importante é que os Econegócios não são ações experimentais, em pequena escala e localizados, mas ao contrário, constituem-se em alternativas econômicas significativas e rentáveis, que devem estimular a economia e o desenvolvimento econômico e social. Neste sentido, podem ser pequenos empreendimentos, mas também ações mais amplas, que abrangem um espaço e um público bastante diverso de consumidores.
As ações de educação ambiental relacionadas aos econegócios são fundamentais, seja para o público específico diretamente relacionado aos produtos/serviços ou para o conjunto da sociedade. Como se trata de produtos ou serviços direcionados às necessidades ou satisfação dos consumidores, a educação para o consumo deve ser o principal enfoque dos conteúdos de educação ambiental relacionados com os econegócios. O estímulo ao consumo sustentável, divulgação de comparativos, orientações sobre os resíduos, substituição de produtos ou equipamentos descartáveis nas atividades por outros sustentáveis e/ou reutilizáveis, campanhas e projetos direcionados em datas comemorativas ou relacionados com públicos específicos, brindes ecológicos, publicidade informativa, são algumas ações de educação ambiental relacionadas aos econegócios.
Ações econômicas que se denominam econegócios e que não possuem programas de educação ambiental diretamente vinculadas com as suas atividades, provavelmente estão praticando greenwashing, um termo da língua inglesa utilizado quando uma organização (empresa, governo, entidade) transmite à opinião pública uma imagem ecologicamente responsável das suas atividades, mas a atuação ou resultado final é contrária aos interesses ambientais e bens coletivos.
Este conceito de greenwashing também é fundamental que seja considerado na elaboração de projetos, programas e ações de educação ambiental, pois os educadores não podem estimular a transmissão de informações e conceitos que não estejam em acordo com os princípios e objetivos da sustentabilidade e da responsabilidade ambiental, social e econômica dos produtos e serviços, principalmente quando relacionados ao segmento dos econegócios.
Nas atividades de ecoturismo, que evidentemente também são consideradas econegócios, a educação ambiental precisa estar bem definida e utilizar metodologias múltiplas adequadas aos diversos ramos e realidades culturais, sociais, econômicas, sociológicas em que estão estabelecidos os projetos. Pela definição da Embratur – Instituto Brasileiro de Turismo e do Ministério do Meio Ambiente “Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem estar das populações.”
Na maioria das circunstâncias os próprios projetos de ecoturismo podem ser considerados atividades de educação ambiental, mas para isso precisam estar adequados em suas características, desde o cálculo correto da capacidade de carga dos locais ao treinamento integrado dos colaboradores e voluntários em suas diversas atividades.
A formação de bancos de imagens através de levantamento fotográfico e de vídeos é um auxiliar importante da educação ambiental nas atividades de ecoturismo, seja na divulgação ou na orientação, motivação e capacitação dos visitantes. A formação adequada dos guias e orientadores para destacarem aspectos ambientais, educativos e históricos específicos dos locais é importante, visto que muitos visitantes não têm a familiaridade suficiente para perceberem espontaneamente estas especificidades.
As informações, capacitações e treinamentos são realizados em salas específicas ou no ambiente natural, ou em ambos a depender dos recursos, objetivos, público, condições climáticas e disponibilidade de espaço, entre outros fatores. A sinalização das trilhas e dos locais com orientações a respeito da população local, dos limites, dos cuidados com plantas e animais, preservação do patrimônio natural e histórico, do lixo, dos perigos são ações educativas fundamentais nos projetos de ecoturismo socialmente, ambientalmente, e economicamente integrados às comunidades.
Cálculo básico da capacidade de carga em empreendimentos de ecoturismo:
STUT = Superfície Total Utilizada pelos Turistas;
AM = Área Média Utilizada pelos turistas.
Capacidade de carga = STUT/AM
NHAD = Número de Horas Aberto Diariamente;
TMV = Tempo Média das Visitas.
Coeficiente de Rotação = NHAD/TMV
Total de Visitas Diárias = Capacidade de Carga X Coeficiente de Rotação
Exemplo:
STUT = 100 hectares; AM= 2 hectares; STUT/AM = 100/2 = 50
NHAD = 10 horas; TMV = 5 horas; NHAD/TMV = 10/5 = 2
Total de Visitas Diárias = 50 x 2 = 100
Antonio Silvio Hendges, Articulista no EcoDebate, Professor de Biologia, Pós Graduação em Auditorias Ambientais, assessoria e consultoria em Educação Ambiental – www.cenatecbrasil.blogspot.com.br
in EcoDebate, 21/09/2016
"Econegócios, Ecoturismo e Educação Ambiental, artigo de Antonio Silvio Hendges," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 21/09/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/09/21/econegocios-ecoturismo-e-educacao-ambiental-artigo-de-antonio-silvio-hendges/.
O conteúdo da revista EcoDebate e do blog do Cenatec pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação .

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Educação Ambiental nas empresas.

 A educação ambiental é definida como “os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade” – Lei 9.795/1999, artigo 1º.

Os objetivos são desenvolver a compreensão integrada do meio ambiente em suas relações ecológicas, psicológicas, legais, políticas, sociais, econômicas, científicas e culturais; incentivar à participação individual e coletiva, responsável e permanente e a qualidade do meio ambiente como valor inseparável da cidadania; estimular a cooperação e a busca de uma sociedade fundada nos princípios da liberdade, solidariedade, democracia e justiça social; integrar a ciência e tecnologia; fortalecer a cidadania, autodeterminação e solidariedade como fundamentais ao futuro com desenvolvimento sustentável.

As atividades empresariais devem incorporar as dimensões ambientais e promover a responsabilidade socioambiental para a conservação, recuperação e manutenção das condições ambientais adequadas, inclusive dos recursos indispensáveis ao desenvolvimento econômico sustentável.

Uma das formas das empresas realizarem esta ação é através da adoção de programas e projetos de educação ambiental internos para os colaboradores diretos e externos para os públicos alvos dos seus produtos e/ou serviços, ou ainda de forma mais ampla, para as comunidades onde atuam. Este pode ser um diferencial importante na escolha dos consumidores e tornar-se uma vantagem competitiva significativa ao melhorar a comunicação interna e externa, a economia de recursos e as relações comunitárias.

Os programas de educação ambiental podem ser parte de projetos mais abrangentes como a gestão ambiental da empresa, auxiliando na capacitação dos colaboradores diretos e minimizando as possibilidades de conflitos externos com os consumidores e outras partes interessadas, inclusive com os órgãos ambientais e fiscalizadores, estabelecendo um canal qualificado de comunicação que pode ser avaliado periodicamente e realizarem-se as adequações necessárias.

A educação ambiental pode fazer parte da estratégia de marketing da empresa, agregando valor aos produtos e serviços. Também podem ser destacados aspectos específicos da política de meio ambiente das empresas, como por exemplo, o tratamento adequado para os resíduos da produção e pós consumo, sistemas de logística reversa e a economia de recursos naturais.

De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade NBC T 15, os investimentos e gastos nos programas de educação ambiental para empregados, terceirizados, autônomos, administradores da entidade e comunidades podem ser evidenciados na contabilidade ambiental das empresas e constarem em seus Relatórios de Responsabilidade Social e Ambiental, possibilitando a divulgação às partes interessadas – clientes, consumidores, fornecedores, distribuidores, órgãos ambientais, imprensa e outros.

A educação ambiental quando relacionada com a capacitação dos colaboradores, funcionários e recursos humanos é benéfica para a o conjunto dos empreendimentos. Este processo pode ser realizado através da implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), de cursos, palestras, oficinas, da contratação de consultorias especializadas que gerenciam pedagogicamente estes processos educativos. No entanto, as pessoas responsáveis da organização precisam de alinhamento com estes princípios da responsabilidade ambiental e social, de comprometimento com o meio ambiente e com a sociedade, principalmente com os impactos das suas atividades e decisões econômicas.

Portanto, a educação ambiental é um instrumento eficiente e prático para divulgar as ações e os princípios do desenvolvimento sustentável empresarial, contribuindo decisivamente para a formação de uma imagem positiva das empresas, seus produtos e serviços.


Exemplos de ações de educação ambiental para o consumo racional da água nas empresas, indústrias e outros empreendimentos econômicos.

Campanhas de Conscientização:

Envolver todos os funcionários — além de fornecedores e clientes — em uma grande campanha de conscientização é um passo importante para agregar os empreendimentos econômicos por completo na causa da economia da água. Ainda que algumas medidas sejam básicas, é importante começar a efetivamente poupar este recurso no dia a dia. Reuniões específicas com as equipes para tratar desta pauta, a criação e distribuição de cartilhas ou informativos sobre o tema, a instituição de metas de economia, são boas formas de engajar e esclarecer os colaboradores.


Revisão periódica dos vazamentos:

Vazamentos não identificados nas empresas e indústrias podem ser fontes de imenso desperdício, além de grandes prejuízos na conta do fim do mês. Uma única torneira pingando gasta uma média de 45 litros de água por dia, o que representa 16 mil litros desperdiçados por ano.

Os números são impressionantes, mas as medidas para evitar o problema são simples: conferir o hidrômetro com frequência, contratar uma empresa para a identificação de vazamentos e orientar os funcionários para avisarem sobre torneiras danificadas e manchas de infiltração são estratégias básicas e eficientes.

Aproveitamento da água da chuva:

Os benefícios são muitos e o investimento baixo. Após a instalação de um sistema de captação, a água pluvial pode ser utilizada para os mesmos fins da água de reuso convencional, poupando recursos e diminuindo as contas mensais. As águas das chuvas não devem ser drenadas para a rede de esgoto.


Reformas e adequações nos instalações sanitárias

A substituição de torneiras e descargas sanitárias antigas por modelos mais eficientes representa um investimento compensador, principalmente em empresas de médio e grande porte. O impacto da economia de água pode ser altíssimo, considerando o número de funcionários que utilizam as instalações sanitárias diariamente. A opção por torneiras que funcionam em um sistema de pressão e descargas que possibilitam duplo acionamento são excelentes estratégias de economia. As torneiras de pressão economizam aproximadamente 20% quando comparadas aos modelos convencionais.


Projetos de reuso da água:

Ao optar pelo reuso da água, a empresa promove o reaproveitamento do recurso para outras atividades que não exigem água nobre, gerando economia, reduzindo drasticamente o consumo e ainda contribuindo para a prevenção da escassez. Ao instituir o tratamento dos efluentes produzidos, é possível direcionar a água resultante para tarefas cotidianas de uso geral, irrigação de jardins, limpeza de áreas e de maquinários. A economia, em termos econômicos e ambientais supera o investimento em pouco tempo.


Vantagens da Educação Ambiental nas empresas:

– Colaboradores e funcionários comprometidos com os objetivos da empresa;


– Boa imagem com os clientes, fornecedores e sociedade em geral;


– Marketing positivo das marcas, produtos e serviços da empresa;


– Vantagens competitivas em relação aos concorrentes;


– Aumento dos lucros e ativos da empresa como consequência do melhor posicionamento da marca, produtos e serviços no mercado;


– Redução das chances de acidentes ambientais e de problemas com a imagem da empresa;
– Melhor relacionamento com as comunidades adjacentes, desenvolvendo parcerias na preservação ambiental local;


– Maior controle dos aspectos ambientais da empresa, evitando-se multas e penalizações legais;
– Comprometimento com ações que preservam o meio ambiente e garantem um presente e futuro saudável, inclusive para as ações empresariais;


– Diminuição e controle dos passivos e destaque dos ativos ambientais, agregando valor aos aspectos ambientais das atividades empresariais.


Antonio Silvio Hendges, Articulista no EcoDebate, Professor de Biologia, Pós Graduação em Auditorias Ambientais, assessoria e consultoria em educação ambiental – www.cenatecbrasil.blogspot.com.br

in EcoDebate, 26/08/2016
"A Educação Ambiental nas empresas, artigo de Antonio Silvio Hendges," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 26/08/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/08/26/a-educacao-ambiental-nas-empresas-artigo-de-antonio-silvio-hendges/.

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sábado, 20 de agosto de 2016

Conceitos de Educação Ambiental.

Desde os anos 70 do século passado quando as preocupações com o meio ambiente ganharam destaque nas agendas dos governos e empresas, diversas conferências e congressos internacionais, tratados, documentos legais e publicações estabeleceram conceitos sobre a educação ambiental, sempre na perspectiva da formação da cidadania e da capacitação de recursos humanos para a intervenção transformadora das relações da sociedade com o meio ambiente socialmente construído. Seguem-se alguns destes conceitos.

“Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”.
Política Nacional de Educação Ambiental – Lei nº 9795/1999, Artigo 1º.


“A Educação Ambiental é uma dimensão da educação, é atividade intencional da prática social, que deve imprimir ao desenvolvimento individual um caráter social em sua relação com a natureza e com os outros seres humanos, visando potencializar essa atividade humana com a finalidade de torná-la plena de prática social e de ética ambiental”.
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental, Artigo 2°.

“A educação ambiental é a ação educativa permanente pela qual a comunidade educativa tem a tomada de consciência de sua realidade global, do tipo de relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza, dos problemas derivados de ditas relações e suas causas profundas. Ela desenvolve, mediante uma prática que vincula o educando com a comunidade, valores e atitudes que promovem um comportamento dirigido a transformação superadora dessa realidade, tanto em seus aspectos naturais como sociais, desenvolvendo no educando as habilidades e atitudes necessárias para dita transformação”. Conferência Sub-regional de Educação Ambiental para a Educação Secundária – Chosica, Peru em 1976.

“A educação ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificações de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. A educação ambiental também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhora da qualidade de vida”.
Conferência Intergovernamental de Tbilisi, Geórgia em 1977.

“Consideramos que a educação ambiental para uma sustentabilidade equitativa é um processo de aprendizagem permanente, baseado no respeito a todas as formas de vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e para a preservação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservam entre si relações de interdependência e diversidade. Isto requer responsabilidade individual e coletiva em níveis local, nacional e planetário”.
Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. Documento da sociedade civil durante a RIO-92.


“A Educação Ambiental nasce como um processo educativo que conduz a um saber ambiental materializado nos valores éticos e nas regras políticas de convívio social e de mercado, que implica a questão distributiva entre benefícios e prejuízos da apropriação e do uso da natureza. Ela deve, portanto, ser direcionada para a cidadania ativa considerando seu sentido de pertencimento e co-responsabilidade que, por meio da ação coletiva e organizada, busca a compreensão e a superação das causas estruturais e conjunturais dos problemas ambientais.”
SORRENTINO et al, Educação ambiental como política pública, 2005.


“A Educação Ambiental, apoiada em uma teoria crítica que exponha com vigor as contradições que estão na raiz do modo de produção capitalista, deve incentivar a participação social na forma de uma ação política. Como tal, ela deve ser aberta ao diálogo e ao embate, visando à explicitação das contradições teórico-práticas subjacentes a projetos societários que estão permanentemente em disputa.”
TREIN, E. Salto para o Futuro, 2008.


“A Educação Ambiental deve proporcionar as condições para o desenvolvimento das capacidades necessárias; para que grupos sociais, em diferentes contextos socioambientais do país, intervenham, de modo qualificado tanto na gestão do uso dos recursos ambientais quanto na concepção e aplicação de decisões que afetam a qualidade do ambiente, seja físico-natural ou construído, ou seja, educação ambiental como instrumento de participação e controle social na gestão ambiental pública”.
QUINTAS, J. S., Salto para o Futuro, 2008.


“Um processo educativo eminentemente político, que visa ao desenvolvimento nos educandos de uma consciência crítica acerca das instituições, atores e fatores sociais geradores de riscos e respectivos conflitos socioambientais. Busca uma estratégia pedagógica do enfrentamento de tais conflitos a partir de meios coletivos de exercício da cidadania, pautados na criação de demandas por políticas públicas participativas conforme requer a gestão ambiental democrática.”
LAYRARGUES; P.P. Crise ambiental e suas implicações na educação, 2002.


“Processo em que se busca despertar a preocupação individual e coletiva para a questão ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais. Desenvolve-se num contexto de complexidade, procurando trabalhar não apenas a mudança cultural, mas também a transformação social, assumindo a crise ambiental como uma questão ética e política.”
MOUSINHO, P. Glossário. In: Trigueiro, A. (Coord.) Meio ambiente no século 21.Rio de Janeiro: Sextante. 2003.


“Educação ambiental é uma perspectiva que se inscreve e se dinamiza na própria educação, formada nas relações estabelecidas entre as múltiplas tendências pedagógicas e do ambientalismo, que têm no “ambiente” e na “natureza” categorias centrais e identitárias. Neste posicionamento, a adjetivação “ambiental” se justifica tão somente à medida que serve para destacar dimensões “esquecidas” historicamente pelo fazer educativo, no que se refere ao entendimento da vida e da natureza, e para revelar ou denunciar as dicotomias da modernidade capitalista e do paradigma analítico-linear, não dialético, que separa: atividade econômica, ou outra, da totalidade social; sociedade e natureza; mente e corpo; matéria e espírito, razão e emoção etc.”
LOUREIRO, C. F. B. Educação Ambiental Transformadora. In: Layrargues, P. P. (Coord.)  Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2004.


Fonte das informações:
http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/politica-de-educacao-ambiental
http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/educacaoambiental/tratado.pdf 


Antonio Silvio Hendges, Articulista no EcoDebate, Professor de Biologia, Pós Graduação em Auditorias Ambientais, assessoria e consultoria em Educação Ambiental – www.cenatecbrasil.blogspot.com.br

in EcoDebate, 18/08/2016
"Conceitos de Educação Ambiental, artigo de Antonio Silvio Hendges," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 18/08/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/08/18/conceitos-de-educacao-ambiental-artigo-de-antonio-silvio-hendges/.

O conteúdo da revista EcoDebate e do blog do Cenatec pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação.